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PF identifica eleitor que postou foto nas redes sociais votando com arma

Arma era de brinquedo, diz PF. Maykon Santana Aníbal, de Cornélio Procópio, no Paraná, será investigado por quebra do sigilo do voto.

publicado: 24/08/2018

A Polícia Federal fez uma operação contra crimes eleitorais nas redes sociais.

A Polícia Federal apreendeu o celular de Maykon Santana Aníbal e uma arma de brinquedo. No domingo (7), ele usou a ponta da arma para pressionar os botões da urna em Cornélio Procópio, no Paraná. Maykon será investigado por quebra do sigilo do voto.

A Polícia Federal chegou a Maykon a partir de uma técnica específica para identificar de forma precisa postagens como as dele. Essa foi a primeira operação feita a partir do rastreamento de redes sociais na eleição.

Os policiais identificaram as características faciais de Maykon – são pontos do laudo a que a TV Globo teve acesso. Esses pontos bateram com as fotos dele em bancos de dados oficiais, usando técnicas como avaliação de cicatrizes, saliência de ossos, rugas que permitem a individualização.

Em Sergipe e São Paulo, a PF intimou duas pessoas que postaram mensagens ameaçadoras envolvendo os candidatos Fernando Haddad, do PT, e Jair Bolsonaro, do PSL. Eles serão investigados por incitação ao crime. As mensagens chegaram a ser apagadas, mas foram recuperadas pela perícia.

O delegado responsável pelo caso explicou que a internet não é um terreno de anônimos; ao contrário, as pessoas podem ser identificadas e punidas.

“Todas as ações da internet, assim como no mundo real, têm consequências. E a PF mantém esse monitoramento em redes sociais abertas. A gente utiliza ferramentas que possibilitam identificar pessoas”, explicou Guilherme Torres, delegado da Diretoria de Inteligência da Polícia Federal.

Edição ALEX OLIVEIRA